segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Fotografia Digital - Máteria
1. A técnica fotográfica e o sentido
A origem da palavra fotografia vem do grego (foto=luz/grafia=escrita) que significa escrever com a luz. Se ela é um tipo de escrita, então podemos pensar que isso demanda o conhecimento de um código para podermos entender a mensagem. Esse código é a linguagem fotográfica. Para Ivan Lima (1988, p. 19): “É um grande erro achar que a linguagem da fotografia é universal. Não existe nem uma foto que possa ser interpretada da mesma forma por um brasileiro, um francês e um chinês, por uma moça de 18 anos e um homem de 80”.
A linguagem fotográfica pode ser compreendida através do estudo dos componentes de ordem material e imaterial que são utilizadas conforme a intencionalidade do autor da foto, na tentativa de alcançar um entendimento por parte do leitor. Os de ordem material são as escolhas técnicas como: câmeras, lentes, velocidade do obturador, abertura do diafragma, quantidade de luz, uso ou não do flash, etc. Já os de ordem imaterial ou mentais são as escolhas de ordem mais subjetiva como: contraste, foco, enquadramento, composição, etc. A soma de todos componentes escolhidos terá como produto final a fotografia com a subjetividade e ideologia do produtor, o que veremos a partir de agora.
1.1. Componentes de ordem material
Desde o lançamento da Kodak e da Brownie, ainda no final do século XIX, o senso comum diz que qualquer um pode “tirar” uma foto. As grandes dificuldades técnicas, os pesados equipamentos, os processos de revelação química foram todos suplantados por George Eastmann com seu “You Press The Button and We Do The Rest". O que dizer então das minúsculas máquinas digitais de hoje, constantes inclusive em boa parte dos telefones celulares, nas quais é possível visualizar a imagem pronta no instante seguinte ao da captura da cena e permitem que se faça um milhão de tentativas “sem custo” se o sujeito tiver tempo e paciência? Todavia, a fotografia
profissional exigem um pouco mais que “apontar para uma cena e apertar um botão”. Os fotojornalistas precisam conhecer a linguagem fotográfica e aplicá-la nas escolhas técnicas para chegar ao resultado almejado. Veremos a seguir os principais componentes materiais que interferem na produção de sentido.
1.1.1. Luz
Ao nosso entendimento, a luz é a “matéria prima da fotografia” enquanto o objecto (referente) dá a sua forma. Para o fotógrafo, o domínio da luz, pode ser comparado ao domínio do barro ao oleiro. Segundo Weston (apud Busselle, 1977, p. 22): “Enquanto houver luz, o fotógrafo tem condições de trabalhar, pois seu ofício — sua aventura — é uma redescoberta do mundo em termos de luz.”
Existem, na linguagem fotográfica, códigos razoavelmente convencionados para o uso da iluminação, conforme as intencionalidades do fotojornalista. A escolha de um tipo específico de luz para uma cena vai determinar a sensação que o fotógrafo quer transmitir. Há muitos conceitos e conhecimentos sobre luz que são úteis para a prática
fotográfica, principalmente em estúdios. Todavia, para efeito de simplificação, abordaremos duas situações de luz com as quais se depara o fotógrafo e que farão a diferença no processo de significação: luz direta ou “dura” e luz difusa ou “suave”.
A luz direta é aquela em que não há obstáculo entre a fonte de luz e o objecto fotografado, proporcionando sombras duras e contrastes altos, como nas fotografias tiradas ao ar livre, no sol do meio-dia ou sob lâmpadas sem difusor. Os manuais de fotografia consideram que esse tipo de luz traz sensação de desconforto e dramaticidade.
“A luz dura, (...), cria sombras fortes que resultam em fotos nada bonitas (Guia Completo de Fotografia - National Geographic, 2008, p. 99).
Exemplo de luz direta
Exemplo de luz difusa
Já a luz difusa é conseguida, basicamente, de duas formas: (a) a luz passa por um meio translúcido antes de atingir o objeto, como uma cortina ou papel vegetal colocado em frente à uma lâmpada; (b) a luz é rebatida por uma superfície clara que reflete os raios luminosos, incidindo no objeto à sombra, como por exemplo, alguém perto de uma janela. Esse tipo de luz dispersa os raios luminosos, criando uma iluminação uniforme e suave. O efeito pretendido é uma luz diluída, criando sombras pouco pronunciadas e proporcionando sensação de conforto.
Obturador
É um dispositivo localizado na câmera, responsável pelo tempo de exposição do material foto-sensível à luz (filme ou sensor nas câmeras digitais). Quanto maior for o t
empo de abertura do obturador, maior será a quantidade de luz que atingirá o material foto-sensível. A escolha da velocidade do obturador para a exposição desejada estará sujeita à combinação com a luz disponível no ambiente a ser fotografado e com a abertura do diafragma, que serão dadas pela leitura do fotômetro1. As velocidades mais comuns são: B, 1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, 1/2000, 1/4000, (...) 1/200002.
Botão de regulagem do obturador de uma câmera analógica
Cortina do obturador”, visível quando o compartimento do filme está aberto.
Movimento congelado, alta velocidade do obturador.
Movimento congelado, baixa velocidade do obturador.
Geralmente, em uma exposição considerada “correta”, o ajuste da velocidade normal do obturador serve como parâmetro para a escolha da abertura do diafragma, conforme a luz disponível como, por exemplo, em um retrato formal. Porém há dois efeitos interessantes que podem ser conseguidos alterando-se a velocidade do obturador:
(a) o movimento borrado é conseguido quando um objeto ou pessoa passa em frente à
câmera com o obturador de velocidade baixa, como um carro de corrida que deixa um
rastro na foto, por exemplo; (b) o movimento congelado é obtido quando um objeto ou pessoa em movimento passa em frente à câmera com obturador de velocidade alta
como, por exemplo, em fotos de esportes onde os atletas são congelados em plena ação.
Diafragma
É um dispositivo constituído de lâminas semicirculares justapostas que podem ser ajustadas alterando o diâmetro do orifício pelo qual passa a luz que atinge o material fotosensível. É localizado na objetiva, portanto sua escala vai depender da lente que o fotógrafo estiver usando.
Quanto maior for o diâmetro da abertura, maior será a quantidade de luz que atinge o material foto-sensível. Quanto menor o diâmetro do diafragma, menor a quantidade de luz que atinge o material foto-sensível.
A representação do diafragma é dada pela letra f seguida do número.
Há, contudo, uma consequência direta da abertura do diafragma com a profundidade de campo3(extensão da zona nítida da foto), que é inversamente proporcional à entrada de luz, ou seja, quanto mais aberto o diafragma, menos profundidade de campo; quanto mais fechado o diafragma, maior será a profundidade de campo. Isso significa que o fotógrafo pode optar por menos profundidade de campo quando quer chamar atenção para uma área específica da fotografia, média profundidade de campo quando quer alguns elementos na zona nítida da foto e maior profundidade de campo quando quer que todos os elementos apareçam nítidos na imagem.
As escalas numerais dos diafragmas nas lentes são inversas, ou seja, quanto maior o número do diafragma menor será seu diâmetro e vice-versa. As escalas mais comuns de diafragmas são: 1.8, 2.0, 2.8, 3.5, 4.5, 5.6, 8.0 (menor profundidade de campo) e 11, 16, 22, 32, 64, (maior profundidade de campo).
Maior profundidade de campo f/16 - a, b e c
estão em foco
Menor profundidade de campo f/2 - somente b
está em foco.
Posição do fotógrafo em relação a a, b e c.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Regra dos terços
- Consiste em dividir mentalmente o quadro da fotografia em nove partes iguais como se fosse um “jogo da velha” e situar o objeto fotografado em uma das quatro interseções das linhas. Essas quatro interseções são conhecidas como seções áureas, consideradas regiões de maior dinamismo em uma imagem, nas quais o elemento vital é mais enfatizado e também onde existe a convergência natural dos olhos do observador para dar início ou finalizar a leitura.
- Essa regra de composição foi criada no Renascimento e utilizada por grandes mestres da pintura, como Da Vinci, Giotto e Michelângelo. Todavia, não existe técnica mais intuitiva que a regra dos terços quando se trata de contextualizar a informação ou de privilegiar algum elemento na imagem.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Velocidade do Obturador/Panning
O que é panning?
Quem já viu aquelas fotos de corridas, onde somente o carro está em foco e o fundo parece estar em movimento, e ficou imaginando como a foto foi feita? A técnica é chamada Panning, é mais simples do que você imagina. Panning é a técnica mais usada quando falamos de fotografia em movimento. A ideia básica por trás da técnica é a de que o fotógrafo siga o objeto em movimento e ao disparar, no momento certo, o objeto ficará em foco e o fundo borrado, dando a sensação de movimento ao assunto da fotografia.
Quem já viu aquelas fotos de corridas, onde somente o carro está em foco e o fundo parece estar em movimento, e ficou imaginando como a foto foi feita? A técnica é chamada Panning, é mais simples do que você imagina. Panning é a técnica mais usada quando falamos de fotografia em movimento. A ideia básica por trás da técnica é a de que o fotógrafo siga o objeto em movimento e ao disparar, no momento certo, o objeto ficará em foco e o fundo borrado, dando a sensação de movimento ao assunto da fotografia.
1- Carro arrastado, em movimento com o background focado
2- Água em movimento, com o fundo desfocado.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Balanço dos Brancos - Teorico
Balanço dos Brancos
Objectivo
* Compreender o Conceito do Balanço dos Brancos
* Compreender o porquê de algumas fotografias ficarem com um tom de cor estranho (azul/amarelo)
Requisitos para este exercício:
* Máquina fotográfica digital.
* Opção de alterar no menu da sua máquina fotográfica o Balanço dos Brancos (WB/white balance)
Exercício
As diversas fotografias devem ter todas, sempre o mesmo objecto/local/sujeito, para que se possa comparar as diferenças entre elas.
Deve fazer sete (7) fotografias, ou tantas, quantos modos/opções de balanço de brancos existir na sua máquina.
Cada fotografia deve corresponder a uma das seguintes características respectivamente:
1. Opções de balanço de brancos – automático.
2. Opções de balanço de brancos – luz do dia.
3. Opções de balanço de brancos – sombra.
4. Opções de balanço de brancos – nuvens/nublado.
5. Opções de balanço de brancos – halogénio.
6. Opções de balanço de brancos – tungsténio.
7. Opções de balanço de brancos – flash.
Deve ainda escrever um pequeno texto para acompanhar as fotografias, descrevendo a experiência e as suas conclusões.
Dicas e Sugestões
Pode escolher o seu modo preferido para fazer este exercício.
Se tiver uma máquina apenas com modos automáticos, aconselha-se o modo de retrato por exemplo.
Objectivo
* Compreender o Conceito do Balanço dos Brancos
* Compreender o porquê de algumas fotografias ficarem com um tom de cor estranho (azul/amarelo)
Requisitos para este exercício:
* Máquina fotográfica digital.
* Opção de alterar no menu da sua máquina fotográfica o Balanço dos Brancos (WB/white balance)
Exercício
As diversas fotografias devem ter todas, sempre o mesmo objecto/local/sujeito, para que se possa comparar as diferenças entre elas.
Deve fazer sete (7) fotografias, ou tantas, quantos modos/opções de balanço de brancos existir na sua máquina.
Cada fotografia deve corresponder a uma das seguintes características respectivamente:
1. Opções de balanço de brancos – automático.
2. Opções de balanço de brancos – luz do dia.
3. Opções de balanço de brancos – sombra.
4. Opções de balanço de brancos – nuvens/nublado.
5. Opções de balanço de brancos – halogénio.
6. Opções de balanço de brancos – tungsténio.
7. Opções de balanço de brancos – flash.
Deve ainda escrever um pequeno texto para acompanhar as fotografias, descrevendo a experiência e as suas conclusões.
Dicas e Sugestões
Pode escolher o seu modo preferido para fazer este exercício.
Se tiver uma máquina apenas com modos automáticos, aconselha-se o modo de retrato por exemplo.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Balanço dos Brancos
Foto tirada no modo "Automático"
Foto tirada no modo "Luz do dia"
Foto tirada no modo " Sombra"
Foto tirada no modo "Nublado"
Foto tirada no modo "Halogénio"
Foto tirada no modo "Tungsténio"
Foto tirada no modo "Flash"
Foto tirada no modo "Luz do dia"
Foto tirada no modo " Sombra"
Foto tirada no modo "Nublado"
Foto tirada no modo "Halogénio"
Foto tirada no modo "Tungsténio"
Foto tirada no modo "Flash"
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Profundidade de campo
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
Comparação entre a fotográfia convencional e a fotografia digital
Fotografia convencional
Fotografia digital
- é um sistema que está há mais tempo no mercado, por isso oferece uma maior opçao de modelo, tipos de câmeras e filmes para temas específicos como natureza, praia ou neve, publicidade, fotografia de moda, fotografia editorial, books, foto jornalismo, entre outros
- Câmeras e os acessórios são encontrados com valor mais acessível.
- Pode-se ampliar a imagem nos mais variados tamanhos e proporçoes.
- Revelaçoes com opção de scaneamento rápido e com custo acessível, que digitalizam as imagens directamente do negativo ou slide, possibilitando colocar na internet, guardar em cd ou colocar textos e efeitos.
Fotografia digital
- a câmera transforma luz em impulsos elétricos que são captados por um sensor, formando um arquivo digital. Estas imagens podem ser compartilhadas pela internet, armazenadas em CDs e Dvds ou mídias especiais e serem impressas em papel fotográfico tradicional com excelente qualidade e com custo similiar a fotos com filme.Todas as câmeras digitais possuem uma lente, um diafragma para controlar a quantidade de luz e um obturador para determinar o tempo de exposiçao do sensor á luz.
- O dispositivo que registra a imagem na câmera é o CCD (o filme digital), um sensor que contém milhóes de células sensíveis á luz que capta os pixels formadores de imagem.
- A foto digital pode se manipulada, editada, corrigida e totalmente modificada por meio de programas de ediçao de imagens.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
História da fotografia e sua evolução
A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando, juntas ou em paralelo, ao longo de muitos anos. Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas e, desde a introdução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças, por outro, os avanços tecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas, agilização das etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.
A fotografia passou por vários estágios desde que foi criada, no início do século XIX, até chegar à tecnologia digital, bastante utilizada nos dias de hoje.
Durante muito tempo enfrentou o dilema se poderia ou não ser considerada arte, e hoje é uma das mais expressivas formas de manifestações artísticas.
A presente monografia analisa a fotografia como uma forma de arte e as consequências que a popularização e a tecnologia digital trouxeram para esta actividade, como a possível banalização do exercício da fotografia.
No ano de 1839, em Paris, o inventor Louis Jacques Mandé Daguerre apresenta ao mundo sua mais recente invenção, que mudaria para sempre o modo de se registar acontecimentos, momentos históricos e cenas cotidianas: o daguerreótipo, método para se gravar imagens sobra uma superfície.
Um longo caminho foi percorrido pela humanidade até se chegar na invenção de Daguerre, passando pela criação e desenvolvimento da câmara escura, que é o princípio básico da fotografia, até o uso de produtos químicos, principalmente sais de prata, para se fixar a imagem em determinada superfície.
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